<<Biblioteca Digital del Portal<<Revista Interamericana de Bibliografía (RIB)<<Revista Interamericana de Bibliografía (RIB) 1998, No. I<<Artículo
Colección: Revista Interamericana de Bibliografía (RIB)
Número: 1
Título: 1998
III. Conclusões
O contencioso bilateral Brasil/EUA tem sido a principal fonte de obstáculos para a integração continental. Enquanto os americanos tentam incluir, na agenda hemisférica, temas cuja repercussão é mais significativa nas suas relações bilaterais com o Brasil, o governo brasileiro tende a esvaziar, dessa mesma agenda, todos os temas que repercutem diretamente em suas relações bilaterais com os Estados Unidos. O resultado é que nem um consegue avançar integralmente a agenda que mais lhe interessa, nem o outro consegue impedir, a contento, o avanço de uma agenda para cuja discussão não está preparado.
Há indícios, entretanto, de disposição para negociações visando a enfrentar esses obstáculos. Os gestos do governo americano, antes e depois da visita do Secretário de Estado Warren Christopher à América do Sul, têm sido, indiscutivelmente, de boa vontade, inclusive em áreas de recente atrito, como no que se refere a tecnologias duais, não proliferação de armas de destruição de massa e propriedade industrial. A entrevista do Presidente Clinton à imprensa brasileira, dada no contexto daquela viagem, manifesta, expressamente, o interesse americano numa negociação bilateral com o Brasil, sobre comércio e temas correlatos.
Ambos os países teriam todo interesse em trazer, para a mesa de negociações bilaterais, o contencioso específico de suas relações bilaterais. Nessa hipótese, seria possível, para ambos, ganhar o tempo necessário para ajustes domésticos em ambos os países, indispensáveis a uma futura integração continental. Permitiria, aos EUA, atravessar o ano eleitoral sem abrir novos flancos no debate sobre o NAFTA e seus desdobramentos e, ao Brasil, atravessar o período de transição indispensável ao desdobramento das reformas necessárias à consolidação da estabilidade monetária.
O contencioso bilateral Brasil/EUA tem sido a principal fonte de obstáculos para a integração continental. Enquanto os americanos tentam incluir, na agenda hemisférica, temas cuja repercussão é mais significativa nas suas relações bilaterais com o Brasil, o governo brasileiro tende a esvaziar, dessa mesma agenda, todos os temas que repercutem diretamente em suas relações bilaterais com os Estados Unidos. O resultado é que nem um consegue avançar integralmente a agenda que mais lhe interessa, nem o outro consegue impedir, a contento, o avanço de uma agenda para cuja discussão não está preparado.
Há indícios, entretanto, de disposição para negociações visando a enfrentar esses obstáculos. Os gestos do governo americano, antes e depois da visita do Secretário de Estado Warren Christopher à América do Sul, têm sido, indiscutivelmente, de boa vontade, inclusive em áreas de recente atrito, como no que se refere a tecnologias duais, não proliferação de armas de destruição de massa e propriedade industrial. A entrevista do Presidente Clinton à imprensa brasileira, dada no contexto daquela viagem, manifesta, expressamente, o interesse americano numa negociação bilateral com o Brasil, sobre comércio e temas correlatos.
Ambos os países teriam todo interesse em trazer, para a mesa de negociações bilaterais, o contencioso específico de suas relações bilaterais. Nessa hipótese, seria possível, para ambos, ganhar o tempo necessário para ajustes domésticos em ambos os países, indispensáveis a uma futura integração continental. Permitiria, aos EUA, atravessar o ano eleitoral sem abrir novos flancos no debate sobre o NAFTA e seus desdobramentos e, ao Brasil, atravessar o período de transição indispensável ao desdobramento das reformas necessárias à consolidação da estabilidade monetária.
[INDEX]
[I.
INTRODUÇÃO] [II.
RELAÇÕES MERCOSUL, NAFTA E A INTEGRAÇÃO CONTINENTAL]
[III. CONCLUSÕES] [NOTAS]
[BIBLIOGRAFIA]

